terça-feira, 30 de março de 2010

Leitores e Parceiros

De recordar que a discriminação contra as pessoas com deficiência remonta desde os tempos mais antigos da historia da humanidade. E se no passado aquelas pessoas até eram mortas devido as suas deficiências e não lhes eram reconhecido o “Direito à Vida”, hoje, como resultado da luta incessante pelos direitos humanos, já existem sociedades onde os níveis de inclusão socioeconómica das pessoas com deficiência são satisfatórios.

Angola, país que passou por um longo período de guerra com todas as consequências daí resultantes, nomeadamente: a destruição de infra-estruturas económicas e sociais, cerca de 4 milhões de pessoas forçadas a abandonar as suas zonas de origem à busca de segurança nas cidades e meio milhão de refugiados em países vizinhos, existência de campos minados, cidades superpovoadas sem capacidade de resposta às expectativas de emprego, habitação, água potável, energia eléctrica, serviços de saúde, educação, Angola tem um elevado número de pessoas com deficiência, muitas das quais, foram contraídas na guerra como militares ou como civis vítimas do conflito, outras ainda vítimas de acidentes cardiovasculares e de viação, assim como as resultantes da poliomielite.

Se o contexto de guerra provocou uma situação de pobreza generalizada no seio das populações, deslocadas das suas zonas de origem e privadas de cultivarem devido a existência de minas, etc., a experiência das pessoas com deficiência tem sido de grandes dificuldades e obstáculos. Tal como os outros, são afectadas pela situação económica geral do país, mas enfrentam maiores problemas devido às atitudes negativas face à sua deficiência, constituindo assim um dos grupos mais vulneráveis e marginalizados da sociedade.

Numa altura em que o país entusiasma-se por algumas realizações nas mais variadas áreas da vida nacional nomeadamente, a execução de projectos de construção de infra-estruturas em todo o país, desde as pontes, estradas, escolas, hospitais, estádios de futebol, parques públicos, aumento da frota de transportes públicos, etc, as Organizações de Pessoas com Deficiência (OPDs) entendem que as forças vivas da Nação (Actores Estatais e Não Estatais), devem fazer todos os esforços no sentido de contribuírem para que essa dinâmica de crescimento que o país vive, se transforme numa dinâmica de Desenvolvimento Inclusivo!

Portanto, permitam-nos dizer que os direitos humanos não se farão sentir em Angola se os milhares de cidadãos com deficiência continuarem a viver numa situação de pobreza absoluta e exclusão social, isto é, se as necessidades dos milhares de cidadãos com deficiência não merecerem do Estado e da Sociedade, o tratamento adequado.

Para tal, também é importante que as Organizações de Pessoas com Deficiência estejam à altura de colaborar com o Estado na construção de uma sociedade sem discriminação ou a pressioná-lo quando necessário. E uma das formas das OPDs se organizarem é através de Trabalho em Rede, tal como acabamos de fazé-lo no dia 22 de Março de 2010 e também uma das formas é fazer passar ou seja darem visibilidade das suas organizações através da Internet por meio do presente Blogger que ora apresentamos a vossa disposição, para melhor interagir. Porém de salientar que o vosso apoio e a vossa Solidariedade, será sempre apreciado a favor da inclusão da pessoa com deficiência. Sim, "cada um de nós é candidato à deficiencia"

CONTAMOS CONVOSCO!